SLEEVE GASTRECTOMY WITH TRANSIT BIPARTITION

A obesidade é um problema de saúde significativo e crescente tanto no Brasil quanto globalmente, com mais de 650 milhões de adultos acima do peso no mundo. O tratamento da obesidade pode ser realizado de forma clínica, endoscópica ou cirúrgica; o tratamento cirúrgico se mostra seguro e mais eficaz em termos de perda de peso e manutenção a longo prazo. Objetivo: Este estudo teve como objetivo monitorar o progresso da perda de peso e o controle de comorbidades em pacientes submetidos à gastrectomia vertical com bipartição duodenal. Métodos: Este projeto piloto envolveu 8 pacientes divididos em 2 grupos. No primeiro grupo, os pacientes foram submetidos à gastrectomia vertical com bipartição do trânsito duodenoileal em Y de Roux (S-RYDITB), enquanto no segundo grupo, os pacientes foram submetidos à gastrectomia vertical com bipartição do trânsito duodenojejunal em Y de Roux (S-RYDJTB). Ambos os procedimentos envolveram reconstrução em Y de Roux sem exclusão duodenal. No S-RYDITB, a anastomose duodenoileal foi realizada a 300 cm da válvula ileocecal (VIC), criando um canal comum de 250 cm e um canal alimentar de 50 cm. No S-RYDJTB, um alça biliopancreática foi criada a 200 cm do ângulo de Treitz, com um canal alimentar de 1 m. Resultados: Cinco pacientes passaram pelos procedimentos, sendo que um realizou S-RYDITB e quatro realizaram S-RYDJTB. Nenhum evento adverso como hospitalizações, readmissões, reoperações, fístulas, sangramentos, embolia pulmonar, diarreia, síndrome do dumping ou hipoglicemia ocorreu durante o período do estudo. O tempo médio de internação hospitalar foi de 2 dias. O IMC médio diminuiu de 37,27 kg/m² no pré-operatório para 29,48 kg/m² após 6 meses. A porcentagem significativa de perda de peso foi de 21,22%, com perda de excesso de peso de 63,6%. Houve remissão de 95% das comorbidades, incluindo hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, diabetes, hipertensão, esteatose e pré-diabetes.
Dois pacientes foram submetidos à gastrectomia em manga com bipartição duodenal utilizando uma única anastomose. Conclusão: A cirurgia de bypass duodenal ganhou reconhecimento mundial por sua segurança e eficácia no tratamento da obesidade e de suas comorbidades associadas. Com o objetivo de manter os resultados positivos da técnica clássica, minimizando efeitos adversos como desnutrição e diarreia, foram propostas modificações no procedimento original. Entre essas adaptações, a gastrectomia em manga com bipartição do trânsito duodenal (S-DTB) surge como uma variante promissora, oferecendo estratégias alternativas para otimizar a segurança nutricional dos pacientes, ao mesmo tempo em que preserva o acesso endoscópico ao duodeno. Resultados iniciais do S-DTB, sejam realizados na configuração Roux-en-Y ou de anastomose única (loop) sem exclusões intestinais, demonstram a segurança e eficácia do procedimento no manejo da obesidade e de suas comorbidades.
Esta cirurgia não preenche as normas da cirurgia ideal preconizada pelo Prof, Aniceto Baltazar.
