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Dr. José Lazzarotto

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O QUE DEVO SABER PARA DECIDIR SOBRE A CIRURGIA A PROGRAMAR.

Cirurgias bariátricas são procedimentos realizados com o objetivo de auxiliar pessoas a perderem o excesso de peso e melhorarem várias comorbidades a ele relacionadas.

A decisão de passar por uma cirurgia bariátrica deve ser feita após uma avaliação cuidadosa com uma equipe médica multidisciplinar, considerando os riscos e benefícios de cada procedimento.

A maioria das cirurgias efetuam ENTEROENTEROANASTOMOSE E GASTROENTEROANASTOMOSE, isto é união entre intestino com intestino ou estômago com intestino.

Critérios gerais para candidatos à cirurgia bariátrica:

IMC maior ou igual a 40 kg/m², com ou sem comorbidades ou entre 35 e 40 kg/m² com algum tipo de doença associada à obesidade. Hoje o CFM incluiu mais alguns novos critérios com IMC menor que 35 kg/m².

isenção de comorbidades (ou seja, doenças associadas à obesidade) são fatores importantes para a indicação da cirurgia.

Alguns exemplos de comorbidades incluem:

  • Diabetes tipo 2
  • Apneia do sono
  • Hipertensão arterial (pressão alta)
  • Dislipidemia (colesterol e/ou triglicerídeos elevados)
  • Esteatose hepática (gordura no fígado)
  • Doenças cardiovasculares
  • Doença arterial coronariana
  • Infarto do miocárdio (IM)
  • Angina
  • Insuficiência cardíaca congestiva (ICC)
  • Acidente vascular cerebral (AVC)
  • Fibrilação atrial
  • Osteoartroses (dores articulares)
  • Outras doenças associadas à obesidade
  • Falha no tratamento clínico em dois anos.

Nenhuma pessoa deve submeter-se a uma cirurgia para melhora da obesidade sem antes tentar todos os meios de tratamento clínico com médicos nutrólogos e endocrinologistas que ministrarão dietas, atividades físicas e medicamentos. Insistir na procura do melhor método para perder peso sem pensar em cirurgia achando ser o método mais prático para atingir o resultado.

As intervenções cirúrgicas podem ocorrer apenas no estômago, no estômago para o intestino e também do intestino para o intestino. O estômago e o duodeno podem ser preservados em algumas técnicas que continuam sendo feitas no Brasil e no exterior.

O duodeno é o segmento do intestino delgado com maior poder de absorção e está logo após o estômago, e preservá-lo seria o ideal.

O íleo terminal também não deve ser retirado, especialmente os últimos 60 cm, pois é onde ocorre a absorção de sais biliares, e vitamina B 12. Com a deficiência desta vitamina ocorre anemia megaloblástica e, com a falta de reabsorção dos sais biliares, pode ocorrer formação de cálculos (pedras) na vesícula biliar, motivo pelo qual em algumas técnicas já é realizada a colecistectomia.